TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

 

Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID 10 – OMS, 1993) o autismo figura na categoria Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (TID), assinalados por “anormalidades qualitativas nas interações sociais recíprocas e em padrões de comunicação e por um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo” (p.246).

 

Enquanto isso no DSM-IV-TR (APA, 2002) o autismo é classificado como um transtorno Global do Desenvolvimento (TGD). De forma similar ao descrito no CID-10, os critérios do DSM-IV ressaltam o comprometimento acentuado e invasivo em três áreas do desenvolvimento:

1)habilidades de interação social recíproca;
2)habilidades de comunicação; e
3)presença de comportamentos estereotipados e de um repertório restrito de interesses e atividades.

 

Tanto o DSM-IV como o CID 10 adotam uma estrutura classificatória categórica e mutuamente excludente, isto é, estabelecem critérios diferenciais para as diferentes condições que compõem este grupo (transtorno autista, transtorno de Asperger, etc).

 

Já o DSM-V traz uma nova nomenclatura para o TGD: Transtorno do Espectro Autista (TEA).

 

Esta mudança reflete a ênfase na variabilidade sintomatológica e no desenvolvimento nesta população. Nesta versão as categorias de dificuldade na comunicação e de interação social (antes separadas no DSM-IV) são agrupadas e o diagnóstico é realizado com os níveis de gravidade do transtorno, indo do comprometimento mais leve (nível 1) ao mais grave (nível 3).